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Por que a equidade de gênero deve ser uma luta de todos?

05 de Março de 2020 - Geral

Muito se fala sobre igualdade entre homens e mulheres, mas talvez por falta de uma reflexão mais abrangente sobre o que isso significa, acabamos não levando em conta que é preciso considerar as diferenças para chegarmos a um cenário mais justo para todos.

Por que devemos discutir equidade de gênero e não igualdade? O significado das palavras tem algumas diferenças, entretanto, muitas vezes elas são utilizadas como sinônimas. Talvez uma boa definição para equidade de gênero seja a igualdade entre homens e mulheres por meio de medidas que compensem as desvantagens históricas e sociais e que considerem as diferentes necessidades para que ambos os sexos tenham acesso aos mesmos direitos.

A busca por equidade de gênero parte de um pressuposto de que as mulheres não são iguais entre si, as oportunidades são diferentes para mulheres e homens, assim como para àquelas que são negras, de baixa renda ou que tenham uma idade mais avançada, e essas diferenças importam na promoção do acesso à justiça de um modo geral.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 a população brasileira era formada por 51,7% de mulheres, ou seja, as mulheres são maioria no Brasil. E por que ainda há tanto o que progredir em termos sociais, culturais e de políticas públicas?

O machismo e o preconceito ainda estão impregnados em nossa sociedade. A violência doméstica, a imposição de papeis sociais, a falta de valorização no ambiente profissional permanecem pautas essenciais para a evolução do país e não devem se restringir às mulheres. Homens e mulheres que anseiam por um mundo mais justo e plural precisam estar unidos. Todos temos responsabilidade para reduzir as diferenças sociais. A igualdade é construída pela consciência social e é um exercício contínuo para que seja mantida.

No mundo do trabalho já vemos algumas iniciativas para eliminar velhos padrões e aumentar a diversidade, ainda com resultados tímidos e com reflexos a longo prazo. Isso é pouco. Se olharmos a nossa volta, em nossos ambientes laborais, percebemos o quanto ainda falta diversidade e como as posições de chefia e de liderança ainda são majoritariamente ocupados por homens.

As mulheres não querem tratamento igual aos homens, mas acesso igual às mesmas oportunidades, sem discriminações, e respeito às diferenças. Que cada vez mais avancemos na valorização de todas as mulheres e que este tema não seja apenas debatido durante as homenagens pelo Dia Internacional da Mulher.

Fonte: SECOC/RS


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